html>
Perfil

Nome: Fulano
Idade: 25
Signo: Aquário
Cor: Preta
Coisas que adoro: Rock, dormir, sexo, amigos, tattoos, cinema, cerveja
Coisas que odeio: inveja, ciúme, falsidade, verduras, suco de tomate

Blogs Amigos

Blog Do Bruno!

Links

! ! ]¦Y¦[åx¡Mµ§ ! !

Arquivo

Layout Por



9:02 AM

Era dia 04 de janeiro, uma quarta feira relativamente nublada, mas muito agradável. Eu não tinha aulas na Universidade, mas fui assim mesmo pois tencionava conversar com o Anarquista mais uma vez. O ônibus, surpeendentemente vazio chegou a parada por volta das 7:45. Fiquei ali, olhando para os belos jardins da universidade, pensando no que diria quando encontrasse o Anarquista. A raiva tinha passado e, depois de pensar bastante cheguei a conclusão de que devia ajudá-lo. Ora, eu não perderia mais uma chance de peitar a Ordem do Dragão de frente...

Mas isso me fazia lembrar de certas coisas qeu eu já devia ter esquecido? Foi muita sorte eu não ter morrido na última oportunidade, quando a Ordem do Dragão já tinha decidido pela minha eliminação. Será que eu teria sorte mais uma vez? Eu sabia que entrava num jogo arriscado, talvez arriscado demais. Há muito tempo eu tinha aprendido que a vida de um homem vale muito pouco para as ordens. Mesmo o maior dos mestres estava sujeito a ser morto a qualquer momento. Que dizer de mim, um pobre estudante. Mas eu sabia que eu era um pouco mais do que um mero estudante...

Estava nessas divagações, quando senti um leve estremecimento. A Tranqüilidade tinha voltado e eu tornara a sentir diversas coisas que tinham me abandonado há muito tempo. Sabia que eu era observado e sabia quem me observava. Antes que ele terminasse de se aproximar eu disse:

- Olá Anarquista, que a Tranqüilidade esteja contigo. Paz e bem em todos os seus dias.

Ele sorriu aquele sorriso que eu tinha conhecido no dia anterior. Logo após ele respondeu?

- Que a paz te acompanhe nos teus dias. - Depois disso, ele emendou, alegre e extrovertido - Vejo que estás diferente. Acaso terá acabado seu ímpeto de ontem?

- Jovens são impetuosos por natureza, como sabemos. - Sorri, inexpressivo, enquanto observava um grande monte de flores amarelas. Contemplava-as absorto, sem me voltar para o Anarquista até aquele momento. Depois de alguns momentos eu perguntei - Diga-me Anarquista, o que vale tanto quanto uma flor?

Ele gargalhou alegre, enquanto eu permanecia impassível. Ele viu o ridículo de sua risada nervosa e calou-se. Ficou muito sério antes de responder:

- Ambos sabemos da resposta. Vale tanto quanto o coração de uma mulher, vale tanto quanto o amor verdadeiro.

Não o deixei respirar antes de continuar

- Se o amor é tão frágil como uma flor, tão importante quanto o coração de uma mulher, como pode ser tão forte e tão efêmero, tão sagaz e tão pacífico, tão simples e tão contraditório? Acaso isso não é uma incongruência? Acaso não uma contradição? Me diga, o que vale mais, o amor ou a própria vida?

Ele me interrompeu, irritado.

- Você sabe que um mestre não tem o privilégio de amar. Amor é perigoso demais para alguém que tem tanto poder, que é responsável por tantas vidas. Podemos nos entregar apenas à luxúria, e mesmo ela é repudiada por muitos mestres. A maioria de nós somos abstêmios.

- Então você sabe o tanto que é difícil para eu tomar a decisão de te ajudar, Anarquista. - Disse isso e arranquei uma pequena flor amarela. - A Vida dos Punks é tão frágil quanto uma flor...

Vi o tanto que aquilo causava imensa tristeza naquele jovem mestre. Mas eu era um mestre também e sabia que aqui era um aprendizado indispensável. Só o sofrimento pode dizer o tanto que é importante a alegria.

- Eu já esperava essa resposta. Desculpe incomodá-lo, Matemático. - Disse isso e começou a andar, lentamente, com uma tristeza enorme.

Virei-me para vê-lo ir, antes de dizer, tranquilo e seguro...

- E quanto vale o sorriso de um amigo?

Ele parou. Vi seu estremecimento e o senti na voz quando ele respondeu:

- Vale tanto quanto a lágrima de um homem.

Ora, aquilo relamente era uma cena patética, mas poética ao extremo. A decisão estava tomada, eu e o Anaquista lutaríamos contra a Ordem do Dragão, até o fim. Após isso eu disse:

- Certo Guerreiro, acho que devemos conhecer sua academina, não? Como pode um general afastar-se de seu exército?

(continua)


Rabiscado por Poeta Matemático



*Esse layout é uma criação exclusiva de Bruno Maximus*